Regulamento 2017/1981 – Condições de temperatura durante o transporte de carne

No passado dia 31 de oOutubro, foi publicado no Jornal Oficial da União Europeia um novo Regulamento que altera o anexo III do Regulamento (CE) n.º 853/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho no que diz respeito às condições de temperatura durante o transporte de carne, que entrou em vigor no passado dia 21 de novembro.

A partir deste Regulamento deixa de ser obrigatório que a temperatura de certas carnes esteja a 7ºC (no centro térmico) quando se inicia o carregamento no veículo de transporte.
Segundo o mesmo regulamento, deverão no entanto ser cumpridos os seguintes requisitos:
  • Será sempre necessária uma autorização documentada por parte da autoridade competente (que em Portugal é a DGAV);
  • A carne utilizada para a produção de produtos específicos poderá sair antes de atingir os 7ºC no seu centro térmico, mas o transporte deverá ser justificado por razões tecnológicas e não poderá durar mais de 2 horas;
  • Carcaças, meias carcaças, quartos ou meias carcaças cortadas em três grandes peças, de ovinos e caprinos, de bovinos e de suínos poderão sair antes de atingir os 7ºC no seu centro térmico desde que:
    • haja monitorização contínua da temperatura, incluindo no transporte
    • estas carnes estejam a 15ºC no seu centro térmico caso sejam transportadas com carnes iguais (carcaças, meias carcaças, etc.) a 7ºC
    • a remessa seja acompanhada de uma declaração do matadouro/local de onde sai a carne que indique:
      • duração da refrigeração antes do carregamento
      • hora em que se iniciou o carregamento e temperatura da superfície nesse momento
      • temperatura máxima do ar durante o transporte
    • data da autorização da autoridade competente (novamente DGAV)
    • quem receber estas carnes nestas condições deverá notificar a autoridade competente antes de receber
    • estas carnes sejam transportadas de acordo com as tabelas disponíveis no Regulamento (poderão ser vistas seguindo o link)
  • Carcaças, meias carcaças, quartos ou meias carcaças cortadas em três grandes peças, de ovinos e caprinos, de bovinos e de suínos poderão ser desossadas e desmanchadas antes de atingir os 7ºC, desde que a sala de desossa/desmancha esteja submetida a temperaturas frias, e a carne depois de desmanchada (e se assim for, embalada) seja refrigerada até atingir os 7ºC.

Toda a gente já ouviu falar de salmonelas. E a menos famosa campylobacter?!

O Instituto alemão para gestão do risco (Bfr) fez um inquérito a cerca de 1000 consumidores, sobre o conhecimento que possuem sobre os riscos alimentares.
Uma das questões principais permitiu saber que a Campylobacter spp, apesar de liderar a lista com maior número de casos de toxi-infecções alimentares associadas, continua a ser uma bactéria desconhecida. Em números, 95% das pessoas responderam afirmativamente quando lhes foi questionado se o nome salmonela lhes era familiar, quanto que em relação à Campylobacter spp esse número não passou dos 22%. É mais um exemplo da mediatização das salmonelas, que incorretamente se tornaram no elemento causador de todas as doenças relacionadas com os alimentos.
Este estudo permitiu também concluir que os consumidores consideram a alimentação no país como segura, e que os OGM´s, a resistência dos microrganismos a medicamentos e resíduos de produtos em vegetais, são outras das preocupações actuais dos consumidores alemães.

Rotulagem da carne de suíno de acordo com o grau de cumprimento das regras de bem-estar animal nas explorações

O grupo Danish Crown adotou com grande sucesso um novo esquema de rotulagem da carne de suíno, em função do cumprimento das regras de bem-estar animal nas explorações. O esquema foi lançado na Dinamarca há três meses e agrupa a carne em três categorias – simbolizadas por corações – de acordo com o grau de cumprimento das regras de bem-estar animal na produção.